Missão Swift da NASA, pesquisa um objeto exótico
Uma equipe de pesquisadores internacional, analisou décadas de observações que foram feitas com muitas instalações, que inclui o Swift. E...

Uma equipe de pesquisadores internacional, analisou décadas de observações que foram feitas com muitas instalações, que inclui o Swift. Eles descobriram uma fonte incomum de luz numa galáxia, que está localizada a aproximadamente 90 milhões de anos-luz da Terra.
As suas propriedades são curiosas, e fazem que o objeto se ajuste muito bem a um buraco negro supermassivo ejetado de uma galáxia hospedeira depois da fusão com um outro buraco negro gigante. Porém, os astrônomos não podem descartar a possibilidade de a chamada SDSS1133, ser a parte remanescente de uma estrela massiva que entrou em erupção por um período de tempo antes de se destruir inteiramente numa supernova.
“Uma descoberta incrível feita com o Swift da NASA é que o brilho da SDSS1133 tem mudado um pouco na luz óptica e na luz ultravioleta por uma década, o que não é algo típico de se ver numa remanescente de supernova jovem”.
Houve um estudo que foi publicado na edição de 21 de Novembro deste ano, do Monthly Notices of Royal Astronomical Society, o Koss e os outros pesquisadores, relataram que a fonte tinha brilhado de forma significante na luz visível durante os últimos 6 meses, uma tendência que se for mantida poderá reforçar a interpretação do bura co negro. Para analisar o objeto em maiores detalhes, o grupo está planejando fazer observações no ultravioleta com o Cosmic Origins Spectrograph, um instrumento a bordo do Hubble, em Outubro do ano que vem.
De qualquer forma, a SDSS1133, é uma fonte persistente. A equipe foi capaz de detectá-la em pesquisas que já datam mais de 60 anos.
O objeto, é parte da galáxia anã Markarian 177, que está localizada na concha do asterismo de Big Dipper. Enfim, normalmente, buracos negros supermassivos ocupam os centros de galáxias, a SDSS1133 está localizada a pelo menos 2600 anos-luz do centro de sua galáxia.
Em 2013, no mês de Junho, pesquisadores conseguiram imagens de alta resolução no infravermelho, do objeto, com o telescópio de 10 metros, Keck II do Observatório W.M. Keck que fica no Havaí. As imagens revelaram que a região de emissão da SDSS1133 tem menos de 40 anos-luz de diâmetro e que o centro da Markarian 177 tem evidências de formação estelar intensa e outras feições que indicavam uma pertubação recente.
Os buracos negros em fusão lançam uma grande quantidade de energia na forma de radiação gravitacional, que é uma consequência da teoria da gravidade de Einstein. As ondas na fábrica do espaço-tempo, criam oscilações em todas as direções a partir das massas em aceleração. Se ambos buracos negros, possuem a mesma massa e rotação, a fusão emite ondas gravitacionais uniformemente em todas as direções. Mas provavelmente, as massas dos buracos negros, e as rotações serão diferentes, levando a uma emissão não uniforme de ondas gravitacionais, na qual, lança o buraco negro para a direção oposta.
Sendo a SDSS1133, um buraco negro supermassivo expulso de sua galáxia, ou uma rara estrela no seu ato final, ela é certamente algo que os astrônomos nunca viram antes.